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O aumento da expectativa de vida da população mundial é hoje, um fenômeno determinante de um conjunto de mudanças na composição e organização das sociedades(Inclusive no modus operandi das profissões). Esse aumento está associado, por um lado, aos avanços no campo da saúde e adquire um sentido ainda mais amplo de ocorrer simultaneamente às quedas progressivas das taxas de natalidade e à consequente diminuição do número de jovens em todo mundo. Um quadro que exige da cultura, dos Estados, das políticas público-governamentais e das sociedades como um todo, novas formas de lidar com esse cenário demográfico. Como o Brasil vem lidando com essa nova realidade? E as nossas cidades? Juiz de Fora está preparada ou vem se organizando para receber as demandas de seus cidadãos idosos? Por outro lado, os idosos estão se mobilizando políticamente para o alcance de seus interesses sociais?
Embora a população do mundo tenha conquistado nas últimas décadas cerca de 20 anos de vida a mais. O fato é que, na opinião de especialistas:
"a sociedade ainda não encontrou mecanismos e instrumentos para se apropriar de maneira adequada dessa conquista. Essa inadequação de estratégias aplicadas à promoção da velhice abrange desde o mercado de trabalho até os sistemas previdenciários de todos os países do mundo, que correm o risco de sucumbirem à inviabilidade econômica se não elaborarem políticas que retirem o idoso do locus de estorvos beneficiários de políticas públicas assistencialistas e não o situarem como uma categoria de cidadãos com contribuições sociais concretas a oferecer"
Nos últimos anos, emergiram discursos, políticas e propostas afirmativas da velhice. No entanto, a realidade socia brasileira demonstra através de suas ações práticas, que nada ou muito pouco se alterou na vida dos cidadãos idosos com a existência de instrumentos jurídicos, como o Estatuto do Idoso, por exemplo, vigente no país, desde 2003. O que fazer? Uma boa contribuição de Schelp, (2004, p.14-15 -) " a mudança tem que começar pelas propagandas, pelos filmes, pelos programas de tv. As pessoas mais velhas não podem mais serem retratadas sempre como bizarras, loucas ou patéticas. Precisamos de uma campanha de imagem positiva para o envelhecimento"
Como arranjar as coisas de tal modo que o presente não seja adverso, mas grávido de futuro? (Marilena Chauí).Temos tarefas por fazer em relação à velhice.Uma outra subjetividade coletiva é possível para os idosos. E os meios de comunicação de massa tem função determinante: incluir a velhice e seus desdobramentos temáticos em sua pauta. As cidades também: como pautar a gestão pública?
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